O aumento da cirurgia bariátrica no Brasil

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O aumento da cirurgia bariátrica no Brasil

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), entre 2011 e 2018, o número de cirurgia bariátrica cresceu 85% e quase meio milhão de pessoas foram operadas. O Brasil tem hoje uma população superior a 13 milhões de pessoas sob

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), entre 2011 e 2018, o número de cirurgia bariátrica cresceu 85% e quase meio milhão de pessoas foram operadas. O Brasil tem hoje uma população superior a 13 milhões de pessoas sob risco da obesidade, representadas por jovens adultos entre 25 e 44 anos. Por isso o número de cirurgias ainda é considerado pequeno, mas há possibilidade de um crescimento progressivo, à medida que a bariátrica vai sendo desmistificada.

Trata-se de um procedimento jovem, realizado há pouco mais de duas décadas no país, mas é seguro e com baixos índices de mortalidade. Está ficando cada vez mais conhecido e contabilizando diversos exemplos de sucesso. No Brasil duas técnicas de redução de estômago se destacam:

Bypass Gástrico - o estômago é separado em duas partes;

Gastrectomia vertical - o estômago é transformado em um tubo e cerca de 80% do órgão é removido.

Em 2018 foram realizadas quase 64 mil cirurgias bariátricas. A SBCBM estima que até 5% dos pacientes que precisam já foram operados, mas, segundo a comunidade médica, é preciso aumentar essa estatística. É preciso educar a população e os profissionais da saúde para entender que a obesidade não é uma questão de comportamento, mas de saúde. Os especialistas afirmam que um dos principais obstáculos é cultural: os pacientes que se submetem à cirurgia são estigmatizados socialmente, taxados como pessoas de péssimos hábitos e escolhas. Quando somam outros fatores como as longas filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e a falta de sensibilidade de alguns profissionais da área, o paciente com o perfil para a cirurgia desiste.

Mas que perfil é este? Entre os que podem se submeter a uma bariátrica estão: aqueles que possuem a mobilidade comprometida, quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 40 kg/m2, os que possuem IMC entre 35 e 39 kg/m2, além de doenças associadas e mal controladas, como hipertensão, refluxo, apneia do sono e diabetes.

Ao reverter o quadro de obesidade, reverte-se também outros problemas associados a ela. A cirurgia, então, é uma esperança para resolver um problema de saúde pública, que causa sérios transtornos físicos e mentais. De fato, não é uma decisão fácil porque demanda um reaprendizado para se alimentar na velocidade, na quantidade e nos horários adequados. Mas quem já passou pelo procedimento, garante: a vida muda para melhor.

Fonte: Medical Site

Paulo de Azeredo Passos Candelaria

Cirurgia do Aparelho Digestivo

Coloproctologista formado pela PUC de São Paulo, com mestrado em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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